
O DEBATE QUE O SISTEMA MIRANTE PROGRAMOU PARA REALIZAR ENTRE OS SEIS MELHORES COLOCADOS NA ÚLTIMA PESQUISA DO IBOPE E QUE ESTÁ MARCADO PARA A PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, PODE VIR A NÃO SE REALIZAR POR CONTA DA NECESSIDADE DE ACORDO DA EMISSORA COM TODOS OS CANDIDATOS. A GLOBO INCLUSIVE CANCELOU OS DEBATES DAS PRAÇAS DO RIO E SÃO PAULO, AS DUAS MAIORES DA EMISSORA, ALÉM DE FORTALEZA E CURITIBA.
EM SÃO LUÍS O PROBLEMA NO CALCANHAR DA GLOBO E DO SISTEMA MIRANTE, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, ESTÁ SENDO CAUSADO POR UM ALIADO DO GRUPO SARNEY, QUE É CHEFIADO PELA FAMÍLIA DO SENADOR JOSÉ SARNEY, QUE TAMBÉM É PROPRIETÁRIA DO SISTEMA MIRANTE. O CANDIDATO PEDRO FERNANDES, ENTROU HOJE NA JUSTIÇA PARA TER O SEU NOME INCLUSO DENTRE AQUELES QUE PARTICIPARÃO DO DEBATE, E A LEI ATÉ DÁ RAZÃO A FERNANDES, JÁ QUE ELA DÁ DIREITO A TODOS OS PARTIDOS COM REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL DE PARTICIPAREM DO DEBATE E COMO ELE É DEPUTADO FEDERAL, ESTÁ LEGITIMADO PELA LEI. O PROBLEMA É QUE A GLOBO LIMITA A UM MÁXIMO DE SEIS O NÚMERO DE PARTICIPANTES DO DEBATE, O QUE TIRARIA FERNANDES DO PROGRAMA. COMO O CANDIDATO ENTROU NA JUSTIÇA CONTRA A EMISSORA E SE RECUSOU A ASSINAR O ACORDO ENTRE ELA E TODOS OS CANDIDATOS, É MUITO PROVÁVEL QUE A PRÓPRIA GLOBO RESOLVA INTERVIR E CANCELAR A REALIZAÇÃO DO PROGRAMA, COFORME ELA PRÓPRIA AFIRMA EM COMUNICADO EMITIDO AGORA A POUCO POR SUA CENTRAL DE COMUNICAÇÃO, E QUE PÕE EM DÚVIDA A REALIZAÇÃO DO DEBATE PELO SISTEMA MIRANTE, EM SÃO LUÍS, NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA. PELO VISTO, O DEBATE SÓ VAI ACONTECER SE A MIRANTE CONSEGUIR CONVENCER PEDRO FERNANDES A DESISTIR DO PROCESSO NA JUSTIÇA E ASSINAR O ACORDO QUE OS DEMAIS JÁ ASSINARAM. A GLOBO CONFIRMA TAMBÉM, QUE REALIZARÁ DEBATES, EM TODAS AS PRAÇAS ONDE POR VENTURA HOUVER SEGUNDO TURNO NAS ELEIÇÕES DO PRÓXIMO DOMINGO.
A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DO PORTAL GLOBO.COM E O LINK DE ACESSO:
30/09/08 - 14h38 - Atualizado em 30/09/08 - 14h52
Em nota, TV Globo informa que não realizará debates
Emissora decidiu não promover debates em SP, Rio, Fortaleza e Curitiba. Segundo comunicado, se houver segundo turno, debate está assegurado.
Do G1, em São Paulo
A TV Globo decidiu não realizar neste ano debates eleitorais em São Paulo, Rio, Fortaleza e Curitiba. São Luís ainda é dúvida. Nota divulgada nesta terça-feira (30) explica que a lei eleitoral impõe restrições que obrigam emissoras de rádio e TV a chamar para os debates todos os candidatos de partidos com representação na Câmara dos Deputados.
Em São Paulo, a emissora previa a participação dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas, mas três deles não assinaram o acordo proposto. Por razões semelhantes, não serão realizados os debates nas outras capitais mencionadas. Segundo a emissora, se houver segundo turno, o debate está assegurado, previsto para o dia 24 de outubro.
Leia abaixo a íntegra da nota.
Leia abaixo a íntegra da nota.
"COMUNICADO
A TV Globo não promoverá, este ano, o debate de primeiro turno entre os candidatos a prefeito em São Paulo. A emissoras de rádio e TV, a lei eleitoral em vigor impõe restrições que limitam a liberdade de imprensa: obriga, por exemplo, que chamem para os debates, indistintamente, todos os candidatos de partidos com representação na Câmara dos Deputados, mesmo aqueles que chegam ao fim da campanha com índices inexpressivos nas pesquisas eleitorais.
Para realizar o debate com um número menor, a lei exige que emissoras entrem num acordo com os candidatos – oito, no caso de São Paulo. Este acordo tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar. A TV Globo agiu assim constrangida pelas restrições à liberdade de imprensa presentes na lei eleitoral. A imprensa deve cobrir o que é notícia, de forma livre e espontânea: aqueles que, ao longo do processo, ganham densidade eleitoral são naturalmente mais bem cobertos, crescem nas pesquisas e asseguram um lugar nos debates. É assim a dinâmica no mundo democrático. É como deveria ser aqui também.
Dos oito candidatos, cinco assinaram o acordo, que previa a participação no debate dos cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas. Somos gratos a esses candidatos.
Ciro Moura, do PTC, Ivan Valente, do PSOL e Renato Reichmann, do PMN, não assinaram o acordo, apesar de terem se beneficiado do critério de cobertura proposto a todos os candidatos. A experiência comprova que debates com mais de cinco não são proveitosos: o tempo destinado à discussão de cada assunto se torna exíguo demais, e o debate acaba simplesmente não acontecendo. Como três partidos não assinaram o acordo, a TV Globo está impedida de realizar o debate com um número razoável de participantes. Os três candidatos não ultrapassaram um por cento das intenções de votos nas últimas pesquisas do DataFolha e do Ibope.
Por razões semelhantes, a Rede Globo não realizará debates em Curitiba, Rio de Janeiro, Fortaleza. São Luiz ainda é dúvida. A TV Globo lamenta que estas restrições na lei eleitoral a impeçam de promover um evento que tem se mostrado valioso em eleições passadas - e espera que a sociedade e seus representantes, em Brasília, reflitam sobre a questão.
Se houver segundo turno, o debate está assegurado. Os principais concorrentes já assinaram documento em que se comprometem com o evento, que será realizado, como já é hábito, no último dia da campanha. Este ano, será na noite de 24 de outubro, logo depois da novela “A Favorita”.
Central Globo de Comunicação Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2008"
Leia abaixo nota sobre a não realização do debate no Rio de Janeiro.
"COMUNICADO
Leia abaixo nota sobre a não realização do debate no Rio de Janeiro.
"COMUNICADO
A TV Globo não promoverá, este ano, o debate de primeiro turno entre os candidatos a prefeito no Rio de Janeiro. A emissoras de rádio e TV, a lei eleitoral impõe restrições que limitam a liberdade de imprensa: obriga, por exemplo, que chamem para os debates todos os candidatos de partidos com representação na Câmara dos Deputados, mesmo aqueles que chegam ao fim da campanha com índices inexpressivos nas pesquisas eleitorais.
Para realizar o debate com um número menor, a lei exige que haja acordo com os candidatos – dez, no caso do Rio, o que tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar. A TV Globo agiu assim constrangida pelas restrições à liberdade de imprensa presentes na lei eleitoral. A imprensa deve cobrir o que é notícia, de forma livre e espontânea: aqueles que, ao longo do processo, ganham densidade eleitoral são mais bem cobertos, crescem nas pesquisas e asseguram um lugar nos debates. É assim a dinâmica no mundo democrático. É como deveria ser aqui também.
Dos dez candidatos, nove assinaram o acordo, que previa, inicialmente, a participação no debate dos cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas (depois, para estimular a concordância de todos, a TV Globo cedeu e aumentou o número para seis). Somos gratos a esses candidatos.
Paulo Ramos, do PDT, recusou-se a assinar o acordo, apesar de ter se beneficiado do critério de cobertura proposto a todos os candidatos. A experiência comprova que debates com mais de cinco não são proveitosos: o tempo destinado à discussão de cada assunto se torna exíguo demais, e o debate acaba simplesmente não acontecendo. Como ele não assinou o acordo, a TV Globo está impedida de realizar o debate com um número razoável de participantes. Paulo Ramos teve 1% das intenções de voto nas últimas pesquisas do IBOPE e do DATAFOLHA.
A TV Globo lamenta que estas restrições na lei eleitoral a impeçam de promover um evento que tem se mostrado valioso em eleições passadas - e espera que a sociedade e seus representantes, em Brasília, reflitam sobre a questão. Se houver segundo turno, o debate já está assegurado.
Central Globo de Comunicação Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2008"
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