NO SEU ARTIGO DESTA TERÇA-FEIRA, NO JORNAL PEQUENO, O EX-GOVERNADOR JOSE REINALDO TAVARES DIZ QUE A FRENTE DE LIBERTAÇÃO ESTÁ FAZENDO FALTA, E QUE SE ELA ESTIVE ATUANTE O ESTRAGO PARA CIMA DO GRUPO SARNEY NAS ELEIÇÕES DE 2008 SERIA AINDA MAIS DURO QUE JÁ ESTÁ SENDO. JOSÉ REINALDO FALA TAMBÉM QUE É UM COMPLETO ABSURDO SE TENTAR LIGAR FLÁVIO DINO A SARNEY. SEGUNDO O EX-GOVERNADOR, FLÁVIO E SEUS IRMÃO SEMPRE FORAM OPOSITORES DO GRUPO SARNEY E ELE VAI ALÉM, AFIRMANDO QUE DINO FOI PEÇA FUNDAMENTAL E ATUANTE DENTRO DA FRENTE QUE LEVOU JACKSON LAGO AO PALÁCIO DO LEÕES.E O" BLOGUEIRO MOR", DO SISTEMA DO OUTRO LADO DA PONTE, ONTEM RESOLVEU DESCOBRIR A PEDRA AO LIGAR FLÁVIO DINO À JOSÉ REINALDO. POIS BEM, SE ELE FOSSE LEITOR DESTE BLOGUE, SABERIA DESTE ANTES DO PERÍODO DE CAMPANHA QUE JOSÉ REINALDO APOIA FLÁVIO DINO, O QUE ALIÁS NUNCA FOI SEGREDO PARA NINGUÉM. O BLOGUEIRO, QUE AINDA PARECE MEIO GROGUE, COM O PESADO PETARDO DA PF E DO MPF, PARA CIMA DOS SEUS CHEFINHOS, TIROU, SABE-SE LÁ DE ONDE QUE JOSÉ REINALDO E HELENA DUAILIBE ESTARIAM ROMPIDOS. VAI VER QUE FOI O MESMO MALUCO QUE DISSE A ELE JOSE REINALDO TERIA BRIGADO COM VIDIGAL......E O EX-GOVERNADOR COMO EU JÁ DISSE ESTÁ DE ALMA LAVADA E RINDO À TOA! NADA COMO DIA APÓS O OUTRO........
A SEGUIR A ÍNTEGRA DO ARTIGO E O LINK DE ACESSO:
A FALTA QUE A FRENTE FAZ
O lendário CEO da GE, empresa gigante dos Estados Unidos, Jack Welch, que por mais de 15 anos foi seu presidente, se notabilizou por ser um grande formador de executivos e de líderes empresariais. Dizia, com sua experiência, que se um executivo brilhante e líder promissor passasse a ter comportamento arrogante seria dispensado. Não serviria para a empresa. Ele afirmava que o arrogante achava que tinha todas as soluções, não aceitava troca de opiniões nem ouvia experiências bem sucedidas de outros executivos. E que tinha respostas para tudo. Assim não servia para a empresa.
Na política também é assim. O sucesso leva alguns a arrogância. E assim passam a saber de tudo, passam a se achar imbatíveis e os outros são apenas coadjuvantes com opiniões que dão tédio escutar e ouvir é perda de tempo. Só que na política também os arrogantes são demitidos, só que quem os demite é o eleitor que está pouco ligando para esses iluminados. Muitas carreiras promissoras e com largo caminho pela frente se apagam com freqüência. É esse o motivo. A arrogância que sobe a cabeça dos incautos e inexperientes que se deixam levar por sucessos momentâneos achando que vem tudo cair no seu colo sem esforço, é motivo notório de fracasso de muitos na política.
Foi a arrogância de alguns que detonou a Frente de Libertação em São Luis. Alguns por egoísmo e outros por achar que não precisavam de ninguém. Jogamos fora o óbvio que era a manutenção do que deu certo na mais dura, difícil e emblemática eleição já realizada no Maranhão e vencida pela Frente, em 2006, na derrota de Roseana Sarney. Eu dizia que a Frente não era necessária para vencer as eleições em São Luis porque o sentimento que tomou conta da população, de liberdade, de democracia, não aceitaria jamais a vitória de um candidato dos Sarney. Para isso não era necessária a Frente. O que queríamos com a união era completar o processo de transição sem as feridas e as brigas do passado. Falei sobre o que tinha sido a maior dificuldade para fazer a Frente em 2006. Os maiores obstáculos vieram dos rancores deixados por antigas eleições. Isso tudo levaria a divisão e a falta de união, estopim de tantas derrotas sofridas. Era isso que queríamos evitar. Não conseguimos e o resultado está aí.
Começou com apresentação de diversas candidaturas e brigas já nas convenções partidárias em vários partidos. Essas brigas levaram a traumas nas campanhas dividindo lideranças há anos unidas na luta com conseqüências ainda não totalmente conhecidas. Isso aconteceu em vários partidos. No decorrer da campanha se viu de tudo. Não contra os candidatos do grupo Sarney que por serem pertencentes a esse grupo já entram sem poder de competição na disputa eleitoral. Mas contra os próprios companheiros da Frente de 2006 que passaram a se atacar mutuamente com grande prejuízo para muitas lideranças.
A turma do Sarney a partir dessa eleição vai se convencer de vez que ser rotulado como sarneysista é mortal para pretensões políticas nas grandes cidades do Maranhão. É o pior dos insultos. Mortal. Muito pior que os insultos largamente usados nas campanhas por alguns mais desesperados. A debandada no grupo Sarney vai ser grande até 2010, pois o declínio do poder político do clã parece tomar ritmo galopante com a saída de Lula do governo em 2010 quando termina o seu mandato. É impressionante verificar que todos os candidatos do grupo Sarney somados não chegam a 2 dígitos em São Luis. E olha que é a soma dos índices de vários candidatos. Gastão estava com 3% por cento e depois do apoio de Roseana caiu para 1%. Que apoio!
Assim os ataques mais pesados passaram a ser entre os ex-integrantes da Frente de 2006. São ataques e críticas pesadas respondidas no mesmo tom. Isso é o que restou ao grupo Sarney que hoje é apenas espectador da eleição de São Luis. E ele com a esperteza de sempre tenta se colocar para a imprensa nacional como participante ativo nessas eleições. As notas que povoam a imprensa nacional dizendo que ele está apoiando um dos candidatos são colocadas por ele mesmo para dar a impressão que não é carta fora do baralho, que não consegue mais juntar o mínimo de votos na capital e também nas principais cidades do estado.
Acerta o Dr. Peta do Jornal Pequeno quando diz que Flavio Dino não tem nada a ver com Sarney. Que em sua vida toda ele e seus irmãos sempre combateram os Sarney e o que eles significavam para o Maranhão. Fez parte ativa da Frente em 2006 contra Sarney. Flavio só perde com esse tipo de apoio. Para que ele precisaria do Sarney? Acesso ao presidente Lula e aos ministros do Palácio ele tem. Assim como acesso livre e simpatia dos dirigentes nacionais do PT. Para que serve o apoio do Sarney? Só para perder votos!
É apenas uma jogada do experiente cacique que assim coloca o nome dele como ainda importante no jogo político e passa a ser comentado por todos na cidade. Vira assunto. Arranja uma desculpa nacional para a sua falta de importância política na capital. Ele que já gostou muito da implosão da Frente, luta, com unhas e dentes, para dizer que não acabou seu reinado político no Maranhão.
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