
O PERITO CRIMINAL RICARDO MOLINA, O MESMO QUE HAVIA ATESTADO QUE, NO ENVELOPE RECEBIDO POR UM ASSESSOR DO EX-MINISTRO SILAS RONDEAU NÃO PODERIA HAVER R$ 100 MIL, AGORA EMITIU LAUDO, ONDE PROVA TECNOLOGICAMENTE E CIENTIFICAMENTE, QUE A VOZ QUE APARECE NAS GRAVAÇÕES DA PF, DURANTE A OPERAÇÃO NAVALHA, NÃO É DO EX-DEP WAGNER LAGO. MOLINA AFIRMOU, QUE A BOA QUALIDADE DO AUDIO DAS GRAVAÇÕES E A CONSIDERÁVEL DURAÇAO DELAS, FACILITOU SEU TRABALHO E PERMITIU, QUE A ANÁLIZE FEITA FOSSE SEGURA. O RELATÓRIO DE MOLINA, SÓ VEM COMPROVAR QUE TANTO A PGR, QUANTO O STJ, ALÉM DA PF, COMETERAM ERROS PRIMÁRIOS DURANTE O PROCESSO DA NAVALHA. ERROS ESTES QUE JÁ CAUSARAM A IRA PÚBLICA, POR MAIS DE UMA VEZ, DO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, MINISTRO GILMAR MENDES, QUE INCLUSIVE JÁ CRITICOU DURAMENTE TANTO A MINISTRA ELIANA CALMON, QUANTO O PROCURADOR GERL DA REPÚBLICA. A NUVEM NEGRA QUE PAIRA SOBRE A NAVALHA PELO QUE SE VÊ, PROMETE AINDA DAR SEVERAS DORES DE CABEÇA, TANTO A MIN ELIANA, QUANTO AO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA. ALIÁS A MATÉRIA DE O IMPARCIAL SE REFERE A GERALDO MAGELA COMO PRESTADOR DE SERVIÇOS AO GOVERNO DO ESTADO, NO TEMPO EM JOSÉ REINALDO ERA O GOVERNADOR, MAS O EX-DEP JOSÉ ANTÔNIO ALMEIDA, JÁ PROVOU QUE ESTA INFORMAÇÃO É OUTRO ERRO GROSSEIRO DA NAVALHA, JÁ QUE MAGELA JAMAIS FOI FUNCIONÁRIO DO ESTADO.
A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DE O IMPARCIAL E O LINK DE ACESSO:
Navalha: perito criminal Ricardo Molina inocenta Wagner Lago
Escrito por Pedro Henrique Freire, de O Imparcial
19-Jun-2008
Brasília - O perito paulista Ricardo Molina, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e perito criminal particular, analisou quatro gravações da Operação Navalha atribuídas ao secretário de representação do governo em Brasília, Wagner Lago, irmão do governador Jackson Lago, e concluiu que a voz que aparece nas gravações interceptadas pela Polícia Federal não é dele.
As gravações são o principal indício que levou o Ministério Público Federal (MPF) a incluir Lago na lista de denunciados, suspeitos de fraudar licitações em todo país ou colaborar com o esquema montado pela empreiteira baiana Gautama, de Zuleido Veras, preso no ano passado na operação.
Segundo Molina, em nenhum dos quatro casos a voz do irmão do governador bate com a apresentada pelo MPF. Três conversas teriam ocorrido, segundo o órgão, entre Lago e Vicente Vasconcelos Coni, um dos diretores da Gautama, preso pela PF e denunciado pelo Ministério Público. A quarta seria com o Geraldo Magela Fernandes da Rocha, que prestava serviço ao governo do Maranhão na gestão do então governador José Reinaldo Tavares, e também chegou a ser preso. Nelas, o MP reconhece um homem que se identifica por Ricardo como sendo Wagner Lago. O nome completo do secretário é Ricardo Wagner de Carvalho Lago.
Num relatório de 36 páginas, Molina expôs como confrontou os diálogos e concluiu divergências entre as vozes. “A voz confrontada foi submetida a diversas abordagens analíticas, que vão desde uma avaliação perceptualmente fundamentada até o exame detalhado e objetivo de aspectos acústicos específicos”, afirmou, no relatório.
O perito explica ainda que a qualidade dos áudios interceptados pela PF é boa. E isso facilitou o exame das fitas. “As falas questionadas são de boa qualidade de áudio e considerável duração, propiciando assim um ambiente favorável para uma análise segura”, explicou. E concluiu: “Nenhuma das vozes masculinas, nos quatro arquivos examinados, às quais se atribuiu o nome de Ricardo, é a voz de Ricardo Wagner de Carvalho Lago. De forma mais geral, pode ser afirmar, com segurança, que a voz [dele] não aparece em nenhum momento nas gravações questionadas”, diz o texto do relatório.
Lago submeteu sua voz à perícia em 2 de junho, em Campinas. Desde o anúncio da lista de denunciados pelo Ministério Público, em maio, ele nega que a voz que consta nas gravações sejam suas. Foi, inclusive, ao Ministério Público pedir que as subprocurados responsáveis pelo caso retirassem seu nome da lista. Mas o MP disse que em nada vai alterar as investigações.
Erros
Agora, ele vai entregar ao Ministério Público e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) cópia da perícia de Molina. Assim, ele acredita que irá “mostrar nos autos os erros cometidos pelo órgão”. “Uma coisa sou eu dizer que a voz não é minha. Outra, é um perito como o Ricardo Molina. Ficou científica e tecnologicamente comprovado que essa pessoa não sou eu”, afirmou. Segundo Lago, “pessoas que deveriam ser denunciadas, não foram. E pessoas que não deveriam ser denunciadas, foram”.
O Ministério Público Federal denunciou mais de 15 pessoas na Operação Navalha. Entre elas, o ex-governador José Reinaldo Tavares, o atual governador Jackson Lago, seu secretário de Planejamento, Aziz Santos, além de ex-secretários do governo do Maranhão e o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Wagner Lago e Aziz não foram presos e nem citados na operação da PF como envolvidos no esquema de fraude em licitações. Mas ambos poderão ser processados. O governador Jackson, porém, não poderá será investigado porque a Assembléia Legislativa não autorizou que o STJ o faça.
Novo personagem, velha perícia
BRASÍLIA - Encaminhar ao famoso especialisa Ricardo Molina pedidos de perícia não é novidade para denunciados na Operação Navalha. Sobretudo, para maranhenses. No ano passado, pouco tempo depois de ser envolvido no caso, o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau pediu ao mesmo Molina, por meio de seu então assessor Ivo Almeida Costa, também preso na Operação, uma perícia que comprovasse que Costa não tinha recebido R$ 100 mil da Gautama no prédio do Ministério, como sugeriu a PF. Na época, Molina inocentou o ministro ao comprovar que Ivo “não poderia estar carregando um envelope contendo R$ 100.000, pois tal quantia produziria um volume considerável, o qual seria visível nas imagens”.
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