
A POLÍCIA FEDERAL CONTINUA FIRME E FORTE NA COLA DO EMPRESÁRIO FERNANDO SARNEY E SUA TURMA, QUE SÃO INVESTIGADOS POR VÁRIOS CRIMES, COMO FORMAÇÃO DE QUADRILHA, EVASÃO DE DIVISAS, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS, ETC. AGORA A POLÍCIA FEDERAL COMEÇA A DESENROLAR UM NOVELO QUE LIGA O GRUPO DE FERNANDO AO GOVERNO DA IRMÃ DESTE, ROSEANA SARNEY. UMA DAS EMPRESAS LIGADAS AO GRUPO, A PROPLAN, PARTICIPOU DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO DA LAGOA DA JANSEN, OBRA ORÇADA EM R$ 118.000.000,00(CENTO E DEZOITO MILHÔES DE REAIS), O QUE CHAMOU A ATENÇÃO DA PF. OUTRO ELO ENTRE O GOVERNO ROSEANA E O GRUPO DE FERNANDO, É ULISSES ASSAD, QUE FOI DIRETOR DA CAEMA NO GOVERNO ROSEANA E DEPOIS INDICADO PELO PAI DELA, O SENADOR JOSÉ SARNEY, PARA A DIRETORIA DE ENGENHARIA DA VALEC. A PF AFIRMA QUE OS CONTATOS ENTRE ASSAD E INTEGRANTES DO ESQUEMA SÃO CONSTANTES E PROMISCUOS. O QUE PF QUER SABER É SE O GRUPO SE VALEU DE AFILHADOS DE SARNEY EM ESTATAIS, TAIS COMO ASSAD, PARA OBTER OBRAS.
A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DE O ESTADO DE SÃO PAULO E O LINK DE ACESSO
PF suspeita que esquema atuou no governo Roseana
Polícia quer também apurar se grupo se valeu de afilhados de Sarney em estatais para obter obras
Felipe Recondo
BRASÍLIA - A investigação feita pela Polícia Federal nas empresas da família Sarney mostra que o suposto esquema que envolveria integrantes do clã em lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos pode ter atuado no Maranhão durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB-MA) no governo do Estado (1998- 2002). A PF quer investigar também se o grupo se valeu de contatos com pessoas indicadas pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para cargos em estatais para obter vantagens em obras públicas.
De acordo com documento sigiloso da PF, uma das empresas investigadas - a Proplan - participou da execução do projeto de recuperação da Lagoa de Jansen, obra orçada em R$ 118 milhões. O caso, mesmo antigo, mereceu a atenção da PF na investigação aberta em 2007. Os policiais pediram à Justiça autorização para buscar documentos do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, no que seria a empresa de contabilidade da Proplan. Além disso, em ofício sigiloso encaminhado à 1ª Vara Criminal Federal do Maranhão, a PF informa terem sido "frequentes os contatos promíscuos" entre os integrantes do esquema e o diretor de engenharia da estatal Valec, Ulisses Assad.
Assad foi diretor da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) no governo Roseana e indicado para a diretoria da Valec por Sarney. Ele não foi encontrado para comentar a suspeita. Roseana disse, por meio de sua assessoria, que não poderia se manifestar sem antes ter acesso aos documentos da PF elembrou que as contas de sua gestão foram aprovadas pela Justiça eleitoral.
GRAMPOS
Nessa mesma investigação, a PF grampeou telefonema entre Sarney e seu filho Fernando. Na conversa, revelada pelo Estado, o senador pergunta ao filho se ele recebera informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), supostamente sobre processo que, então, corria em sigilo. Fernando responde: "Também."
A escuta da Polícia Federal mostra ainda os dois combinando o uso das empresas de comunicação da família para responder a um artigo publicado por Aderson Lago, primo do governador do Maranhão, Jackson Lago, seu inimigo político. O diálogo foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.
No texto que provavelmente motivou as reclamações de Sarney, Aderson o chama de "velho oligarca". Na conversa com o filho, Sarney reclama que Aderson "foi muito cruel" e o insultou de "maneira brutal". E pede que o filho leve para a televisão denúncias contra as empresas de Aderson.
Nesta semana, Sarney pode ver o adversário perder o mandato. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve concluir o julgamento do processo de cassação de Jackson Lago, interrompido no fim do ano passado. O relator do processo, ministro Eros Grau, votou pela cassação do mandato e a favor da posse da segunda colocada nas eleições, a senadora Roseana Sarney.
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