domingo, 1 de fevereiro de 2009

DESESPERADO SARNEY LIGA PARA DILMA, ESPERNEIA CONTRA O APOIO DO GOVERNO A TIÃO VIANA E ACIONA ATÉ ADVOGADO PARA TENTAR REVERTER O RUMO DA ELEIÇÃO



O ESTADISTA, JOSÉ SARNEY SAIU DEFINITIVAMENTE DE CENA, E DEU LUGAR AO VELHO CORONEL OLIGARCA, VELHO CONHECIDO DO POVO MARANHENSE. SARNEY, COMPLETAMENTE DESNORTEADO COM A ORDEM PARTIDA DE DENTRO DO PALÁCIO DO PLANALTO, E PELO SECRETÁRIO PARTICULAR DE LULA, GILBERTO CARVALHO, LIGOU PARA A MINISTRA DILMA, E NO SEU MELHOR ESTILO CORONEL, "ODERNOU" QUE ELA MANTIVESSE A TROPA DO PLANALTO AQUARTELADA, ATITUDE ALIÁS, QUE BATE DE FRENTE COM O OTIMISMO ALARDEADO PELA CÚPULA DA CAMPANHA SARNEYSISTA, QUE AGORA SE VÊ, QUE É PURO JOGO DE CENA. A MINISTRA POR SUA VEZ, NÃO MOVEU UM SÓ MUSCULO EM AJUDA A SARNEY, LIMITOU-SE APENAS A PASSAR A "ORDEM" ADIANTE, E DEIXOU A BATATA QUENTE NA MÃO DE GILBERTO CARVALHO. MAS O QUE SARNEY, AINDA VIRIA A DESCOBRIR, É QUE CARVALHO NÃO ESTÁ SÓ NA EMPREITADA, JUNTO COM ELE, TRABALHA TAMBÉM POR TIÃO VIANA, O MINISTRO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, GEDDEL VIEIRA LIMA, QUE É DA ALA DO PMDB QUE NÃO TOLERA SARNEY.

SARNEY, SE DANDO CONTA DE QUE ESTÁ PRATICAMENTE DIANTE DE UM BECO SEM SAÍDA, CLASSIFICOU A ATITUDE DO GOVERNO COMO TRAIÇÃO, E ACIONOU O ADVOGADO ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, O KAKAY, AMIGO E DEFENSOR DE ALGUNS SENADORES, DENTRE ELES A PRÓPRIA FILHA DE SARNEY, ROSEANA, LIVRADA POR KAKAY DO CASO LUNUS. KAKAY, ENTÃO PASSOU A DISPARAR SEU TELEFONE, NA DIREÇÃO DOS SENADORES, NA TENTATIVA DE CABALAR VOTOS PARA SARNEY. ALÉM DISSO, SARNEY ORDENOU AO MINISTRO LOBÃO QUE FIZESSE CAMPANHA POR ELE, NUMA ATITUDE QUE DEMOSNTRA CLARAMENTE TODO O DESESPERO QUE TOMOU CONTA DE SARNEY. A ELEIÇÃO, MARCADA PARA AS 09:00HS DA MANHÃ, DESTA SEGUNDA-FEIRA(HORÁRIO DE SÃO LUÍS), TALVEZ SEJA DECIDIDA AINDA HOJE, JÁ QUE NINGUÉM ACREDITA QUE, SARNEY ACOCHADO COMO ESTÁ, JOGUE SUA BIOGRAFIA NUMA DERROTA, A ESTA ALTURA DOS ACONTECIMENTOS, CADA VEZ MAIS PRÓXIMA, E PORTANDO É MUITO PROVÁVEL QUE ELE JOGUE A TOALHA E DESISTA DA DISPUTA.

VEJA O TRECHO DA MATÉRIA DO BLOG DO JOSIAS ONDE SARNEY DÁ ORDEM A DILMA PARA QUE ELA DEIXE AS TROPAS DO PLANALTO AQUARTELADAS:

“É traição”, vociferou Sarney ao ser informado de que o petista Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, arregaçara as mangas pelo rival petista.

Em timbre ameaçador, Sarney disse que conviria a Lula manter os seus soldados “no quartel”. Num gesto incondizente com a condição de favorito que se auto-atribui, Sarney tocou o telefone para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Queixou-se da movimentação de Carvalho. Pediu providências. Dilma limitou-se a repassar os queixumes ao auxiliar de Lula.

A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DO BLOG DO JOSIAS E O LINK DE ACESSO:

A disputa pela presidência do Senado, antes um jogo de xadrez, converteu-se numa espécie de vale-tudo, modalidade de luta livre marcada pelos golpes violentos.

Neste sábado (31), os dois candidatos acusavam-se mutuamente, nos subterrâneos, de recorrer a “pancadas” abaixo da linha da cintura.

O time de Tião Viana (PT-AC) farejou a entrada em cena de um personagem conhecido nos meios políticos, mas estranho aos quadros do Senado.

"O Kakay entrou na briga", disse Tião Viana a um de seus correligionários, logo cedo. Referia-se, pelo apelido, ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro.

Acionado por Sarney, Kakay comunicara-se, por telefone, com alguns dos “eleitores” do Senado. Entre eles o tucano Marconi Perillo (GO).

Conhecido pela habilidade com que livra de complicações os clientes encrencados com a lei, Kakay (foto ao lado) cultiva amizades pluripartidárias e pós-ideológicas.

Vão do petista José Dirceu a Sarney. Dos 81 senadores, 16 são clientes de Kakay. Uma “bancada” considerável. Maior do que a do DEM, com 14 integrantes.

Na casa de Sarney, disparavam-se olhares rútilos noutra direção. Os partidários do morubixaba do PMDB miravam, com desconfiança, o Planalto.

Verificou-se que ministros e auxiliares de Lula desceram ao ringue do Senado do lado do córner de Tião Viana.

“É traição”, vociferou Sarney ao ser informado de que o petista Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, arregaçara as mangas pelo rival petista.

Em timbre ameaçador, Sarney disse que conviria a Lula manter os seus soldados “no quartel”. Num gesto incondizente com a condição de favorito que se autoatribui, Sarney tocou o telefone para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Queixou-se da movimentação de Carvalho. Pediu providências. Dilma limitou-se a repassar os queixumes ao auxiliar de Lula.

Um lugar-tenente de Sarney disse ao blog que Gilberto Carvalho não está só. Também o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) estaria suando a camisa por Tião.

Geddel foi à Esplanada na cota do PMDB. Joga no time de Michel Temer (SP), que, na briga pela presidência da Câmara, torce o nariz para a candidatura de Sarney.

Uma candidatura engendrada por Renan Calheiros (PMDB-AL) e que pode render a Temer, no lufa-lufa da Câmara, traições do petismo.

A exemplo do que fizera Sarney no telefonema a Dilma, também o grupo de Tião recorreu ao telefone para medir os passos do advogado Kakay.

Tião acionou o irmão Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre e atual presidente da Helibrás. Jorge é, também ele, amigo de Kakay.

Travaram um diálogo ameno. A certa altura, o irmão de Tião perguntou a Kakay até que ponto estava ajudando Sarney.

E o advogado: “Se eu estivesse ajudando, não teria chegado ontem [sexta] à noite a Brasília. Estava em férias, no Rio”.

O repórter também discou para Kakay. Ele confirmou que conversara com o tucano Marconi Perillo, cujo partido, depois de quase fechar com Sarney, aderiu a Tião.

“Marconi é meu amigo de 20 anos”, disse Kakay. “Falamos com freqüência”. O interlocutor assíduo do advogado é pretende à vaga de vice-presidente do Senado.

Uma ambição que leva a tropa do PMDB a incluir Marconi no rol de tucanos que, a despeito da adesão do PSDB a Tião, votaria secretamente em Sarney.

Rematada tolice, reage Arthur Virgílio. O líder tucano apressa-se em esclarecer que, pelo critério da proporcionalidade das bancadas, Perillo será vice em qualquer circunstância, sob Sarney ou sob Tião.

Um cacique do DEM procurou Sarney para aconselhá-lo a dispensar a “ajuda” de Kakay. Argumentou que o resultado, por incerto, não compensaria a repercussão negativa.

“O presidente Sarney não me disse nada a esse respeito”, desdenhou Kakay. “Fui advogado da Roseana [Sarney]. Resolvi o processo. O Sarney me trata como um filho”.

O processo a que se refere Kakay é o “Caso Lunus”. Nasceu de uma batida da PF, em 2002, numa empresa que tinha como sócio Jorge Murad, ex-marido de Roseana.

A incursão da PF resultou na apreensão de R$ 1,3 milhão. Dinheiro que, segundo a polícia, forniria o caixa dois de uma frustrada campanha presidencial da filha de Sarney.

Uma acusação que Kakay desmontou na Justiça, reavendo o dinheiro. Daí a gratidão paternal de Sarney, que até hoje enxerga as digitais do tucano José Serra na ação da PF.

Entre risos, Kakay diz: “Não tenho nenhuma importância na eleição do Senado. Não me atribuo tamanha importância. Há senadores que são meus clientes e amigos...”

“...Falei com dois ou três. São pessoas que me ligam pra trocar impressões. Nada além disso”.

A algaravia que ressoa dos arredores de Sarney e de Tião prenuncia uma eleição de placar apertado no Senado. Algo que anima os adversários de Temer na Câmara.

“Todo mundo vai ficar boquiaberto quando o placar eletrônico for aberto”, diz Ciro Nogueira (PP-PI), um dos adversários de Temer.

Ciro acha que a arenga do Senado vai ecoar na Câmara. Aposta num segundo turno entre ele e Temer. Crê que vai prevalecer sobre o favorito.

Os partidários de Temer dão de ombros. Munidos de uma contabilidade que indica superioriade de 83 votos, acham que o painel não lhes reserva nenhuma surpresa. A ver.

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