quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DEU NO BLOG DO JOSIAS: CÚPULA DO PSDB SE SENTE ESNOBADA POR SARNEY, AMEAÇA APOIAR VIANA E REVELA QUE ROSEANA TENTOU PASSAR UMA LOROTA AO PARTIDO

CÚPULA DO PSDB SE SENTE ESNOBADA POR SARNEY E JÁ FALA EM APOIAR VIANNA

SEGUNDO MATÉRIA DO BLOGUEIRO JOSIAS DE SOUZA, DA FOLHA DE SÃO PAULO, O SENADOR JOSÉ SARNEY ESTÁ ENOBANDO O PSDB E SEUS TREZE VOTOS, PORQUE JÁ SE CONSIDERA ELEITO E OS TUCANOS JÁ AMEÇAM FECHAR COM A CANDIDATURA DE TIÃO VIANA. O PSDB, CONFIRMA QUE SE REUNIRÁ EM BRASÍLIA NO PRÓXIMO DOMINGO, PARA DECIDIR QUEM APOIARÁ. JOSIAS AINDA APROVEITA PARA REVELAR, QUE A SENADORA ROSEANA SARNEY, FILHA DO SENADOR SARNEY, ESTAVA COM ELE NA REUNIÃO QUE ELE TEVE COM OS TUCANOS, E TENTOU PASSAR PARA ELES UMA TREMENDA LOROTA. ROSEANA AFIRMOU AOS TUCANOS, QUE O SENADOR PETISTA ALOÍZIO MERCADANTE HAVIA LIGADO A SARNEY E AFIRMADO QUE O PT ESTARIA INTERESSADO EM ABRIR NEGOCIAÇÕES COM ELE. O SENADOR ARTHUR VIRGÍLIO, SE REUNIU NOVAMENTE À NOITE COM TIÃO VIANA E CONTOU A ELE O QUE OUVIRIA DE ROSEANA, VIANA ENTÃO LIGOU A MERCADANTE QUE NEGOU CATEGORICAMENTE AS AFIRMAÇÕES DE ROSEANA, QUE TIVESSE CONVERSADO COM ELA, E DISSE QUE APENAS RETORNOU UMA LIGAÇÃO DO PRÓPRIO SARNEY E FINALIZOU DIZENDO QUE NÃO DISSERA NADA A SARNEY QUE PUDESSE SOAR COMO UMA TRAIÇÃO A VIANA.

DEFINITIVAMENTE, ROSEANA E JOSÉ SARNEY ESTÃO ACHANDO QUE O SENADO FEDERAL É O QUINTAL DA CASA DELES.....


A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DO BLOG DO JOSIAS E O LINK DE ACESSO:


Sarney esnoba PSDB, que já ameaça fechar com Tião

O Senado amanhecera nesta quarta (28) às voltas com a perspectiva de uma definição antecipada da disputa pelo comando da Casa.

Dava-se de barato que o PSDB, guindado à condição de fiel da balança, formalizaria o apoio a José Sarney, do PMDB.

No meio da tarde, o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) chegara a divulgar uma nota informando que o partido já havia fechado com Sarney.

Deu chabu, contudo. No final da noite, sentindo-se esnobada por Sarney, a cúpula do PSDB já flertava com Tião Viana, o candidato do PT.

Ao longo do dia, Sérgio Guerra (PE) e Arthur Virgílio (AM), presidente e líder do PSDB, respectivamente, haviam se reunido com Tião e Sarney.

Pediram a ambos três cargos de direção: a vice-presidência do Senado e o comando das comissões de Assuntos Econômicos e de Relações Exteriores.

Tião Viana aquiesceu prontamente. Sarney agiu como se já não dependesse dos 13 votos do PSDB para prevalecer na briga do Senado.

Acompanhado da filha Roseana, Sarney deixou no ar a hipótese de entregar alguns dos cargos pretendidos pelo PSDB a senadores de outras legendas.

A vaga de vice, por exemplo, poderia ser usada noutra composição. A presidência da comissão de Relações Exteriores talvez fosse cedida a Fernando Collor (PTB-AL).

Tião Viana, ao contrário, além de prometer os cargos pretendidos pelo PSDB, comprometeu-se, por escrito, a atender a 12 pré-condições programáticas do tucanato -da independência do Legislativo à rejeição do terceiro mandato.

À noite, em conversa com um amigo, o tucano Sérgio Guerra disse: “A conversa do Tião é mais simples. Ele diz que topa e explica como vai fazer...”

“...A conversa do Sarney não é tão simples. Há muitos partidos envolvidos. Várias lideranças. E o Sarney não assume a dianteira da negociação”.

O líder tucano Arthur Virgílio encerrou a quarta-feira numa segunda reunião com Tião Viana. O diálogo foi testemunhado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Virgílio fez ver a Tião que a negociação com Sarney esbarrara em contratempos.

Lero vai, lero vem Virgílio disse ter ouvido de Roseana Sarney uma informação surpreendente.

A filha de Sarney lhe dissera que Aloizio Mercadante (SP), novo líder do PT no Senado, procurara o pai dela.

Mercadante teria manifestado o interesse de abrir negociação com o morubixaba do PMDB. Algo que, se verdadeiro, idicaria a intenção de rifar a candidatura de Tião Viana.

Aturdido com a novidade, Tião tocou o telefone para Mercadante. Relatou-lhe o que acabara de ouvir de Virgílio.

Mercadante negou que houvesse conversado com Roseana. Reconheceu que respondera a um telefonema de Sarney.

Assegurou, porém, que não dissera nada que pudesse soar como traição ao companheiro de partido. Ao contrário.

Mais cedo, Tião Viana estivera, a convite, no Palácio do Planalto. Reunira-se com Gilberto Carvalho.

O chefe de gabinete de Lula queria sentir a temperatura da disputa que opõe os dois candidatos governistas no Senado.

Tião fora franco. Dissera que continuaria na briga. Reconhecera o potencial de Sarney. Mas ponderara que, com o apoio do PSDB, iria ao plenário com chances de vitória.

O PSDB dá toda a pinta de que, no final, acabará optando por Sarney. Mas, ao adiar a decisão, sob queixas, deu inesperada sobrevida à candidatua petista de Tião Viana.

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