terça-feira, 25 de novembro de 2008

JOSÉ REINALDO MOSTRA QUE O GOVERNO LULA CONTINUA ERRANDO DIANTE DA GRAVE CRISE MUNDIAL E AFIRMA QUE A SITUAÇÃO DO PAÍS É PREOCUPANTE

LULA TEM A MESMA POPULARIDADE DO OBAMA, MAS PODE ACABAR VIRANDO UM BUSH SE NÃO ACORDAR DE VEZ E COMEÇAR A COMBATER A CRISE DE FRENTE.


O BRASIL DO GOVERNO LULA, É LITERALMENTE UM PAÍS QUE NÃO EXISTE, MAS É VENDIDO PELO MARKETING OFICIAL COMO SE FOSSE A SÉTIMA MARAVILHA DO UNIVERSO. LULA ERROU E FEIO AO SUBESTIMAR A GRAVE CRISE MUNDIAL, QUE ESTÁ ACABANDO COM O SISTEMA CAPITALISTA, E ERRA AINDA MAIS FEIO AO NÃO CONTER OS GASTOS DO GOVERNO, AO NÃO MELHORAR A INFRA-ESTRUTURA DO PAÍS, AO NÃO MELHORAR A EDUCAÇÃO, QUE CONTINUA PÉSSIMA E PROMOVENDO UMA DESIGUALDADE SOCIAL CADA VEZ PIOR, E AINDA POR CIMA PERMITINDO QUE O PAÍS CONTINUE REFÉM DOS HUMORES DO MERCADO FINANCEIRO. JOSÉ REINALDO CRITICA AINDA O PRESIDENTE LULA, POR ELE SE DEIXAR ENVOLVER POR UM JOGO POLÍTICO PEQUENO AO NÃO SE PERMITIR VIR AO MARANHÃO E AJUDAR A RESOLVER OS PROBLEMAS DO ESTADO, E SE PERGUNTA QUE TIPO DE COMPROMISSO É ESSE, QUE LULA DIZ TER COM O MARANHÃO. O EX-GOVERNADOR FINALIZA AFIRMANDO QUE O GOVERNO BRASILEIRO NÃO TEM PLANEJAMENTO GLOBAL, DIZ QUE O GOVERNO PRECISA LEVAR EM CONTA OS INTERESSES BÁSICOS DO PAÍS, E SE MOSTRA PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO ATUAL DO PAÍS. RESUMINDO: OU LULA ACORDA, OU CORRE SÉRIO RISCO DE VIRAR UM BUSH DA VIDA, QUE ESTÁ TERMINADO SEU MANDATO COMPLETAMENTE ABANDONADO, PELA CLASSE POLÍTICA AMERICANA E PRINCIPALMENTE PELO POVO, QUE AGORA SÓ TEM OLHOS PARA BARACK OBAMA, E A ESPERANÇA DE UMA MUDANÇA RADICAL QUE ELE REPRESENTA.

A SEGUIR A ÍNTEGRA DO ARTIGO E O LINK DE ACESSO:

O PAÍS ESTÁ BEM?

Li na Folha de São Paulo uma notícia que mostra bem o enorme desequilíbrio das contas do governo federal que tem se esforçado para vender ao povo brasileiro que o país está equilibrado e na verdade está atolado até o pescoço em grandes problemas. Enquanto o mundo acelerava com a boa fase da economia americana que puxava a China, a Índia, o Brasil, a Rússia, a Europa e parte da Ásia e cada um desses potencializava entre si grandes oportunidades de negócios tudo ia a mil maravilhas.

O consumo mundial exacerbado aumentava dia a dia e o dinheiro corria a rodo pelo mundo globalizado. O preço do petróleo subia desenfreado fazendo fortunas da noite para o dia. O Brasil em descompasso com as outras economias emergentes praticava os juros mais altos do mundo utilizados pelo Banco Central do Brasil como única forma disponível para controlar a inflação.

As autoridades fizeram vista grossa do conselho de quase a unanimidade dos economistas que repetiam ser ideal o momento para que o país se livrasse desses problemas e entrasse finalmente em um ciclo de crescimento virtuoso. Mas para isso o governo deveria cortar gastos com pessoal e custeio da máquina que não paravam de crescer e assim iam diminuir suas necessidades de ir ao mercado de capitais pegar dinheiro a juros proibitivos para financiar o seu ímpeto gastador que comprometia o futuro do país. Como o governo dava mostras de não acreditar em nada disso e preferia continuar o caminho que a prosperidade mundial tornava fácil e tentadora pois parecia que nunca iria acabar as coisas chegaram ao ponto em que estão. Para que fazer sacrifícios?

Nesta semana o jornal Folha de São Paulo publicou a notícia que transcrevo:

“Os gastos do governo com pagamento de juros do endividamento público, entre 2000 e 2007, somaram R$ 1,268 trilhão, o que representa 8,5 vezes o dinheiro investido em educação no mesmo período, que foi de R$ 149,9 bilhões.A informação consta de estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)”.

A notícia porém não se encerra aí e continua:

“O gasto com juros também supera de longe o que foi empregado em saúde: R$ 310,9 bilhões.Segundo nota distribuída pelo Ipea, além de o gasto com juros ser "improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores", também colabora para a concentração de renda. Para o mesmo período, segundo o Ipea, o somatório dos gastos da União com saúde, educação e investimento correspondeu a somente 43,8% do total das despesas com juros”. Diz também : “Os impostos crescem sete vezes mais que os salários, diz IPEA”.

Essa é a causa do atraso relativo que o Brasil vem experimentando em relação aos outros países emergentes. Estes se desenvolvem tendo por base a grande melhoria do seu sistema educacional, investindo maciçamente em saúde e tecnologia além de melhorar rapidamente sua infra-estrutura física ou seja estradas, portos, aeroportos e redes ferroviárias. Aumentam assim a produtividade e baixam os custos na produção aumentando fortemente a competitividade dos seus produtos. O Brasil crescia impulsionado pelas exportações, pelo grande competitividade do agro-negócio, que estavam tão rentáveis que cresciam a despeito dos custos internos altos do seu transporte, dos seus portos e da péssima qualidade de seu sistema de saúde e do sistema educacional. E nada era feito para melhorar esse quadro. Para pagar suas contas com os banqueiros os impostos não param de crescer penalizando principalmente assalariados e empresas privadas que sustentam o governo cada vez mais perdulário.

Nada disso acontece na China e na Índia, que inclusive se lançam na corrida espacial mostrando a força da sua tecnologia. Enquanto isso o Brasil não consegue fazer funcionar um pequeno foguete em sucessivos lançamentos.

Esse é o país que a propaganda oficial nos faz crer que é um país em grande crescimento. Como, se as contas são uma tragédia e a infra-estrutura a cada dia que passa está pior? Se os exames do ENEM mostram que estamos patinando e fracassando em prover um ensino público de qualidade e de interesse para os alunos? Se aumenta a desigualdade entre pessoas e se aprofunda o fosso social e econômico entre as regiões brasileiras e o governo não liga para o fato e não toma a iniciativa de preparar um programa para enfrentar o problema? E como explicar que por motivos políticos, menores, o presidente da Republica não vem ao Maranhão ajudar a resolver seus problemas? Que compromisso é esse?

Temos que melhorar nossa agenda, encontrar soluções com urgência. A agenda atual não leva em conta os interesses básicos do país e não deixará nenhuma solução para resolve-los. Em que pese alguns avanços pontuais.

O governo brasileiro não tem planejamento global e segue sujeito aos humores do mercado de capitais.

Nada disso é bom.

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