quinta-feira, 9 de outubro de 2008

DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO: NO MARANHÃO A FAMÍLIA SARNEY NÃO SÓ SOFREU UM REVÉS COMO ANDOU NA CONTRAMÃO

CAPA DA VEJA DE 2002, MAS QUE TEM TUDO HAVER COM O MOMENTO ATUAL DOS SARNEY SOB A BATUTA DA "LÍDER" ROSEANA, QUE CONSEGUIU ENCOLHER FRAGOROSAMENTE, A FAMÍLIA, O GRUPO DELA E O PMDB MARANHENSE EM 2008.

EM MATÉRIA DA JORNALISTA ELIANE CANTANHÊDE, A FOLHA, AO CONTRÁRIO DE UM JORNALISTA TRESLOUCADO DA GLOBO.COM QUE SÓ ESCREVEU BOBAGENS EM SUA MATÉRIA, MOSTRA AO BRASIL A VERDADE DOS FATOS: A FAMÍLIA SARNEY NÃO SÓ SOFREU UM GRANDE REVÉS NO MARANHÃO COMO ANDOU NA CONTRAMÃO. O PMDB MARANHENSE, HOJE SOB A TUTELA DE ROSEANA E JOSÉ SARNEY, CUJO O ÚNICO OBJETIVO É TER O PARTIDO NAS MÃOS PARA SE MANTEREM PRÓXIMOS DO PRESIDENTE LULA, ENCOLHEU E MUITO. ANTES DA ENTRADA DE ROSEANA NO PARTIDO, O PMDB TINHA 45 PREFEITOS NO ESTADO, APÓS A ENTRADA DELA O PARTIDO ENCOLHEU ABRUPTAMENTE E HOJE APÓS AS ELEIÇÕES DE DOMINGO PASSADO, SÓ COMANDA 16 PREFEITURAS. MAIS PÍFIO AINDA FOI O DESEMPENHO DO PMDB EM SÃO LUÍS, ONDE O CANDIDATO DO PARTIDO, GASTÃO VIEIRA, APOIADO FORTEMENTE POR ROSEANA, QUE QUASE TODO DIA ESTAVA NO PROGRAMA ELEITORAL PEDINDO VOTOS PARA ELE, NÃO CONSEGUIU PASSAR DO TRAÇO, TENDO APENAS 1,95% DOS VOTOS. E PIOR AINDA, NÃO ELEGEU SEQUER UM VEREADOR NA CAPITAL. E ROSEANA, QUE FOI USADA PELO TIO IVAN, EM TODAS AS PEÇAS PUBLICITÁRIAS DA CAMPANHA DELE, ACABOU AFUNDANDO FRAGOROSAMENTE O POBRE TIO, QUE SÓ QUERIA AMAR SUA CIDADE. RESUMO DA ÓPERA: ROSEANA NÃO AFUNDOU SÓ A PRÓPRIA FAMÍLIA E O GRUPO DELA NAS URNAS, AFUNDOU TAMBÉM O PMDB NO MARANHÃO, E AÍ FICA A PERGUNTA: QUE ESPÉCIE DE LÍDER É ESSA, TÃO BADALADA PELO SEU GRUPO POLÍTICO, QUE AO INVÉS DE FAZÊ-LO CRESCER, FEZ FOI O GRUPO ANDAR NA CONTRAMÃO E PASSAR VERGONHA NAS URNAS???? VIRAM COMO A TURMA DOS SARNEY JÁ NÃO CONSEGUE ENGANAR MAIS NINGUÉM, NEM TENDO UM SISTEMA DE MÍDIA PODEROSO. É A DERROCADA FINAL QUE SE AVIZINHA A PASSOS CADA VEZ MAIS LARGOS. E O NAUFRÁGIO QUE COMEÇOU EM 2006, SÓ FEZ AUMENTAR EM 2008 E PROMETE SER TOTAL EM 2010.

A SEGUIR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA E O LINK DE ACESSO APENAS PARA ASSINANTES DA FOLHA E DO PORTAL UOL:

ELIANE CANTANHÊDE - Fim ou troca de caciques?

BRASÍLIA - Novo mundo, novo Brasil. Enquanto o capitalismo se contorce com a quebradeira de bancos e a queda das Bolsas, no Brasil quem está na berlinda é o velho caciquismo político.

Na Bahia, ACM Neto é deputado federal em primeiro mandato e certamente promissor, mas ser excluído do segundo turno em Salvador foi um aviso: ele vai precisar comer muito feijão antes de assumir uma posição de liderança no Estado. O nome e a força do carlismo, sozinhos, já não dão para o gasto.

ACM, o avô, morto em 2007, era o "rei da Bahia". E não se fazem mais reis como antigamente, nem súditos. O eleitorado está mais mais disputado e diversificado, a correlação de forças é heterogênea.

No Maranhão, a família Sarney não apenas sofreu um revés como andou na contramão do que ocorreu com o PMDB no resto do país.

Sarney filiou-se ao partido para ser vice de Tancredo e foi ficando, ficando... e ficou. Agora, mais de 20 anos depois, também Roseana saiu do ex-PFL para ficar no PMDB e mais próxima de Lula.

Mas enquanto o partido é campeão em prefeituras em 14 Estados e avançou no Acre, no Amazonas, na Bahia, em Goiás, em Mato Grosso do Sul, no Pará, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, no Maranhão ele encolheu. E encolheu bem.

O reinado dos Sarney dura meio século, mas não se fazem mais reis...

Em São Paulo, Kassab é um nome diferente no cenário. No Rio, Eduardo Paes é novo em idade e em liderança, e Fernando Gabeira não é novo, mas é uma novidade.

Em Belo Horizonte, você já tinha ouvido falar em Márcio Lacerda, Leonardo Quintão ou mesmo Jô Moraes, a terceira colocada?

A dúvida é se a política está se desfazendo do caciquismo ou só trocando de caciques.

Olho vivo na Bahia, onde termina o reinado de ACM, mas Geddel Vieira Lima está babando pelo cetro e pela coroa. E pronto para ser disputado a peso de outro entre PT e PSDB em 2010.


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