NEM SÓ DE CRÍTICAS VIVE ESTE BLOG, E HOJE O EDITORIAL DO JORNAL DO OUTRO LADO DA PONTE MERECE SER ELOGIADO PORQUE ESTÁ COBERTO DE RAZÃO QUANDO COBRA A DUPLICAÇÃO DA BR-135. A QUANTIDADE DE ACIDENTES NAQUELA BR CHEGOU A NÍVEIS INTOLERÁVEIS, PRINCIPALMENTE PELA QUANTIDADE DE VÍTIMAS FATAIS E É URGENTÍSSIMO QUE OS GOVERNOS ESTADUAL E FEDERAL FALEM A MESMA LÍNGUA E ANDEM NA MESMA DIREÇÃO PARA QUE O PROBLEMA SEJA AMENIZADO COM URGÊNCIA. É FATO TAMBÉM QUE A DUPLICAÇÃO É COMPLEXA PELA GRANDE QUANTIDA DE CONSTRUÇÕES, SEJAM RESIDENCIAIS, SEJAM COMERCIAIS QUE BEIRAM A BR, O QUE CERTAMENTE ACARRETARÁ EM DESAPROPRIAÇÕES QUE PODEM LEVAR ANOS A FIO E CERTAMENTE ENVOLVERÃO MUITO DINHEIRO, MAS QUE PARA O BEM DE TODOS QUE PRECISAM SE UTILIZAR DAQUELA BR, PRECISAM SER FEITAS, PORQUE COM CERTEZA COM A DUPLICAÇÃO, DIMINUIRÁ DRASTICAMENTE O NÚMERO DE ACIDENTES, CAUSADOS PRINCIPALMENTE PELA IMPRUDÊNCIA DOS MOTORISTAS. PARABÉNS A QUEM ESCREVEU O EDITORIAL.LEIA ABAIXO A INTEGRA DO EDITORIAL:
Duplicação contra tragédias
Mais um acidente, mais dois mortos, mais uma tragédia
na BR-135. Agora, aconteceu próximo ao
Funil, onde a rodovia que dá acesso a São Luís é
duplicada. Tudo indica que foi mais um caso de imprudência,
mas isso não invalida a renovação do apelo para que a
mais importante artéria da malha viária do Maranhão seja
duplicada até Bacabeira.
Não é de agora que a BR-135 é palco de tragédias. Só nos
quatro primeiros meses já foram oito mortes por acidente
entre São Luís e Miranda do Norte. Os motivos são os mais
diversos, mas o principal deles é mesmo o grau de perigo
devido às condições da rodovia, principalmente no trecho
em que não há duplicação, como é o caso do que atravessa
o Campo de Perizes.
Não há como ignorar o fato de que a BR-135 é a única
porta de entrada terrestre da Ilha de São Luís. A partir de
Bacabeira, centenas e centenas de veículos de todos os portes,
incluindo as perigosas vans lotadas de passageiros ingênuos,
trafegam pela rodovia, numa intensidade que aumenta
sobretudo nos fins de semana. Basta conduzir um
veículo entre São Luís e aquela cidade para se perceber claramente
os perigos a que todos estão expostos.
Quando se insiste na necessidade de duplicação da BR-
135 naquele trecho é porque os registros de acidentes se
avolumam, as mortes se multiplicam e as tragédias se
repetem com freqüência alarmante. E também porque
São Luís cresce, e a quantidade de veículos que entram e
saem da capital para o continente a cada hora, também. O
movimento mais intenso, além de automóveis, é de caminhões
responsáveis pelo abastecimento da cidade, que
hoje abriga 1 milhão de habitantes e mais de 200 mil
veículos.
Essas ocorrências, associadas a esses números, justificam
plenamente a necessidade imediata de se investir na
duplicação da BR-135 a partir da Estiva, de modo a desafogar
o trecho que corta o Campo de Perizes, onde hoje a
única pista está desgastada e onde há momentos críticos
de concentração de veículos, a maioria em alta velocidade,
com periculosidade brutal em todos os sentidos.
Há de se reconhecer o trabalho permanente da Polícia
Rodoviária Federal, que ajuda no controle do tráfego e,
por via de conseqüência, evita acidentes. Mas está claro
que uma rodovia duplicada, com duas pistas de mão
única e bem sinalizada, proporciona uma situação de
segurança bem mais eficiente do que um controle policial.
Qualquer estudo técnico nesse sentido certamente
mostrará a necessidade urgente da duplicação.
O que precisa, agora, é iniciativa por parte do Governo
do Estado, a quem cabe mostrar a necessidade ao Ministério
dos Transportes. Do contrário, as tragédias continuarão
entristecendo o dia-a-dia da BR-135.
Nenhum comentário:
Postar um comentário